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As publicações de Yogananda,
que há mais de há mais de 50 anos, sempre foram acessíveis no Brasil, viveram um
"calvário" - como é exemplificado por alguns adeptos de Kriya Yoga - quando a Self-Realization Fellowship
confiou sua representação à
editora Lótus do Saber.
Edição 2001 Lótus
1-
O casal de sócios da editora, viajou
à sede central e persuadiu os monges responsáveis
pelo depto de publicações, a
darem à sua empresa recém-aberta na
época, a representação para
imprimir alguns livros, incluindo a Autobiografia,
que passaram a vender em 2001.
Desde então os problemas começaram: o
preço da Autobiografia aumentou
expressivamente, os lançamentos esperados não
chegavam, os livros de Yogananda não eram encontrados com a
facilidade costumeira, entre outras questões apontadas, onde
a resposta era sempre a mesma: "estão havendo problemas com
a editora".
2- Finalmente, em 2004 ou 2005
- ocasião em que o contrato seria renovado - a
Self-Realization encerrou a relação comercial com
a representante.
3- Poucos meses depois, a
Autobiografia chegava ao mercado através da Editora
Sextante, e o preço do livro que custava antes R$ 70,00 a R$
80,00, despencou para R$ 49,00. O "calvário"
parecia encerrado e os leitores sentiam os
benefícios com tais mundanças, sobretudo porque a
Autobiografia é um livro frequentemente presenteado.
4- Entretanto, em 2006, a
ex-representante da Self, aparentemente inconformada com a rescisão contratual, tentou impedir a
circulação da Autobiografia ao requerer sua
retirada do mercado, num processo contra a Sextante, acusando-a
de publicar o livro com o mesmo conteúdo
(?), alegando direitos autorais da capa (?) e
prática de dumping com um preço
"aviltante" (nas palavras deles), pedindo inclusive
indenização. A Sextante se defendeu informando
que a Lótus do Saber não tinha mais direito à
publicação e estava inadimplente com a SRF. (Ver texto
jurídico aqui)
5- Felizmente, as tentativas de
prejudicar as publicações de Yogananda no Brasil,
não tiveram êxito. Os livros continuaram acessíveis
ao público. Outra distribuidora (a Omnisciência)
também foi contratada, e só entre 2008 a 2009 foram
lançadas
várias obras inéditas, ¹ além
de uma nova edição da Autobiografia, com o custo
variando entre R$ 42,00 a R$ 46,00. Uma grande mudança
positiva em tão curto intervalo de
substituição da editora.
6- Como se não
bastasse, na referida petição, o
próprio sócio que além de
músico, é advogado e foi redator das acusações - alegou em
causa própria que antes da sua editora assumir em 2001,
a Autobiografia tinha uma "venda inexpressiva", mas
contraditóriamente, afirmou que foi graças ao
"trabalho musical dele", que Yogananda tornou-se conhecido
(?!) e as técnicas de yoga "tomaram corpo" no
Brasil. (?!)
Questiona-se se não foi o
contrário: o "trabalho musical dele" é que teria
se beneficiado, ao atrair uma grande clientela de leitores e
estudantes de Kriya Yoga,
quando interpretava os "cantos cósmicos
de Yogananda" e posteriormente vendia suas obras. ²
É fato público, que
há décadas Paramahansa
Yogananda é conhecido no Brasil; os primeiros dos
muitos Centros de meditação brasileiros foram
criados no final dos anos 40, ³ antes ainda
do lançamento da Autobiografia em portugues. E desde
então o livro vem atraindo propagadores
famosos como o Professor Hérmogenes,
pioneiro e expoente máximo em Hatha Yoga, o
renomado metafísico, filósofo e escritor, Humberto
Rohden, Pierre Weil; os artistas
Gilberto Gil, Baby Consuelo, Pepeu Gomes, João
Gilberto, Elba Ramalho, Moraes Moreira, Lídia Brondi,
apenas para citar algumas, entre inúmeras
personalidades públicas de todas as
áreas, além de
numerosos escritores ou jornalistas como Eduardo
Bueno,
a apresentadora Márcia Peltier, entre
outros.
7- Até que em 2007, a ex-representante encontrou uma
solução para assegurar a "fatia do bolo"
editorial em torno do famoso autor: traduziu e
relançou a primeira edição da
Autobiografia de 1946, incompleta e
desatualizada, criando polêmica sobre os direitos
autorais, uma vez que esta só entrará em
domínio público em 2023, e mesmo assim, o livro
é impedido por lei de ser reimpresso, conforme assegura
o Artigo 35: "Quando o
autor, em virtude de revisão, tiver dado à obra
versão definitiva, não poderão seus
sucessores reproduzir versões anteriores".
(ver preceitos legais aqui)
. O autor não só revisou inteiramente a
versão de 1946, como introduziu numerosos
acréscimos e mudanças numa versão em 1949 e na
definitiva de 1951, tornando a original obsoleta. Ver
aqui
Por isso, se nem seus sucessores diretos poderiam reimprimir o
texto original, a editora Lótus indubitávelmente
está na contra-mão da Lei brasileira. E
embora sem pagar direitos autorais à
ninguém, seu livro continua mais caro que a
Autobiografia completa de Yogananda, publicada pela SRF.
8- Mesmo assim, após
se lançar no mercado de livros e expandir seus
negócios respaldada na confiança e
abertura da SRF, após perder a
representação e litigar por direitos
sobre a Autobiografia oficial, após revidar
concorrendo
com uma edição controversa
até sob o ponto de vista legal; a editora culmina com o
marketing da depreciação, para
promover seus interesses em dividir o mercado consumidor:
procura exaltar sua edição como a "original" sem
as mudanças "após a morte do autor" e critica a
própria Autobiografia que antes comercializava, desmerece as
revisões editoriais feitas pela
organização de Yogananda - que só
aufere ganhos sobre as obras de seu fundador, exclusivamente para
promover seu legado espiritual - e suprimiu no livro, o nome "Self-Realization
Fellowship" em cada passagem onde o autor a citava. (ver
aqui),
9- Para os que conhecem a
idôneidade da obra de Yogananda, essas
ações são
contraditórias e refutadas à luz das
próprias palavras do fundador, contudo, os que
a desconhecem são induzidos ao engano, por isso,
achamos por bem esclarecer inconsistências. A principal
delas, é a de que "resgataram" o texto original da
Autobiografia, no entanto, omitem que Yogananda a modificou
substancialmente em 1951. Ver
aqui
Surpreende que os sócios da empresa
e, conforme propagavam - admiradores da SRF
desde 1979 - só encontrassem "senões" em
seu trabalho justamente ao perderam um contrato comercial. Em
meio ao contrasenso, parecem ignorar todas as advertências do
próprio Yogananda. Talvez fale por si mesma, essa resposta
dele à um estudante, quando soube que este teceu
críticas à sua organização:
"Por favor,
lembre-se de uma coisa: a Self-Realization
Fellowship não depende dos erros de
ninguém, pois está
estabelecida na verdade e
suas doutrinas devem ser recebidas como tal.
Eu gosto de críticas construtivas, mas
as críticas ásperas feitas em público
pelo mero prazer de fazê-las, vai contra as leis
até mesmo da amizade mais simples." (ver
aqui)
Ou quem sabe a editora prefira
induzir seus leitores à confusa
conclusão de que Yogananda era falho em
suas afirmações, quando ele profetizou:
"A
Self-Realization é um dos maiores movimentos espirituais
já enviados para ajudar a humanidade. Foi
abençoada pelos Grandes Seres – Mahavatar Babaji,
Lahiri Mahasaya, Sri Yukteswar – em comunhão com
Cristo e Krishna. A graça desses mestres não
abandonou a Terra." (ver aqui)
Na próxima página
são traçadas as
inconfundíveis diferenças entre a
edição de 1946 e a Autobiografia
concluída por Yogananda, especialmente as
modificações "antes" da sua morte.
                                            
¹- Alguns livros recém
lançados: A yoga do Baghavad Gita, Assim Falava Paramahansa
Yogananda, No silêncio do coração,
entre outros. Atualmente há dezenas de livros de Yogananda
disponíveis no mercado. Seu acervo completo pode ser encontrado na Distribuidora e Livraria Omnisciência.
²- Nas passagens da
reedição brasileira de 1946, onde Yogananda
declama os versos de seus "cantos cósmicos",
em "nota do editor" o sócio se auto-promove:
"conforme adaptação de Tomaz Lima". Contudo,
sabe-se que que as referidas "adaptações" foram
feitas pela SRF e não por terceiros, conforme
impresso há anos nas
publicações oficiais.
³- Um dos primeiros, dos muitos Centros
de meditação ligado à Self, foi criado
ainda na década de 40 em São Paulo. Seu fundador
correspondia-se com Yogananda, e desde aquela época, monges
da organização visitam o Brasil
regularmente. Ver aqui
                                           
Acréscimos
de Yogananda na Autobiografia de 1951
Edição
de 1946 - publicação ilegal no Brasil
História
da composição Autobiografia
Manifesto de Alerta às livrarias e Consumidores
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