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Paramahansa Yogananda começou
a missão de sua vida com a fundação,
em 1917, de uma escola do "Saber viver" para
meninos, na qual os modernos métodos educacionais eram
combinados com treinamento em yoga e nos ideais espirituais. Em uma
visita à escola anos depois, Mahatma Gandhi escreveu: "Essa
instituição deixou uma profunda
impressão em minha mente". (A escola de Ranchi foi
vinculada em seguida, à Yogoda Satsanga Society,
organização irmã da SRF na India.)
"Educação
adequada para a juventude
era um ideal que eu
sempre acalentara em meu
coração. Via
claramente os áridos
resultados da
instrução comum que visa apenas ao
desenvolvimento do corpo e do intelecto. Os valores
morais e espirituais, sem cujo
apreço nenhum homem pode encontrar a
felicidade, ainda estavam ausentes dos programas
acadêmicos. Decidi fundar uma
escola onde os meninos pudessem
se desenvolver até sua plena
estatura de homens.
Organizei os programas para os cursos
primário e secundário. Incluíam
matérias agrícolas,
industriais, comerciais e
clássicas. Adotando os ideais educativos
dos ríshis (cujos ásbrams na
floresta foram as antigas
cátedras de cultura, tanto
secular como religiosa, para a
juventude da índia),
providenciei para que a maior parte das aulas fosse dada ao ar livre.
Aos estudantes de
Ranchi ensina-se, além
da meditação iogue,
um sistema sem paralelos para
o desenvolvimento da saúde
e do corpo, Yogôda, cujos
princípios descobri em 1916. Compreendendo que
o corpo humano é
semelhante a uma bateria elétrica,
raciocinei que poderia
reabastecê-lo de energia
por intervenção direta da
vontade. Como nenhuma ação é
possível sem o querer, o homem pode aproveitar-se
do motor primordial, a vontade,
para renovar sua
força sem complicados aparelhos
ou exercícios
mecânicos. Com as simples
técnicas Yogôda, qualquer um pode, consciente e
instantaneamente, retirar do ilimitado
suprimento de energia cósmica, nova
provisão de força
vital (centralizada na medula oblonga ou bulbo raquiano) " (Capítulo
27)

Indo para a
América
Em 1920, Yogananda foi convidado para participar
como representante da Índia no congresso de
líderes religiosos que aconteceu em Boston. Antes de viajar,
pediu a benção de seu guru que disse:
"Todas as portas
estão abertas para
você. É agora ou nunca. Esqueça
que nasceu entre indianos
e não adote todos os
costumes americanos. Escolha o
melhor de ambos os povos. Seja o que
você realmente é, um filho de Deus.
Busque e incorpore a seu ser as melhores qualidades de todos
os seus irmãos, disseminados pela Terra, em diferentes
raças. Todos os que vierem até
você com fé,
à procura de Deus, serão ajudados. Quando
você olhar para eles, a corrente espiritual que emana de seus
olhos, penetrará nos cérebros e
modificará os hábitos materiais alheios,
fazendo-os mais conscientes de Deus. Seu destino de atrair
almas sinceras é muito bom. Aonde quer que vá,
até no deserto ou na selva, encontrará amigos."
Um relato mais íntimo da partida de
Yoganada para a América, é descrito por Swami
Satyananda¹, em seu
livro "Yogananda Sanga":
"No dia da partida, cheio de lágrimas
nos olhos, ele recebeu o adeus de seus parentes, na casa de Garpar
naquela tarde, e chegou ao porto de Kidderpore. Seus amigos e parentes
estavam todos lá reunidos. No horário marcado,
Swamiji se despediu de nós e embarcou no navio. Continuou a
falar conosco nas escadas e depois no convés. Bem nessa
hora, Swami Sri Yukteswar Giri Maharaj chegou. Já
não era mais permitido a ninguém subir no navio
para despedidas. Entretanto, graças à ajuda do
discípulo de Swamiji Maharaj, Atul Chandra Roy Mahasaya, que
era o chefe dos estivadores no porto de Kidderpore, Swamiji Maharaj foi
até a cabine privativa de Yoganandaji no navio e lhe deu
diversos tipos de conselhos e instruções acerca
da divulgação da Kriya Yoga na
América, como também de tarefas organizacionais,
e abençoou seu querido discípulo para ter
êxito no mundo. Tocou o apito de partida. Swamiji Maharaj
desceu do navio. Yoganandaji ficou em pé silenciosamente, na
lateral do convés. Lentamente, com o sol já se
pondo, o navio deixou o cais e rumou em direção
ao oceano. Com o coração pesaroso, todos
nós voltamos para nossas casas.
Alguns dias depois, recebemos uma carta
de Yoganandaji diretamente do navio, descrevendo muitas
coisas sobre a viagem. Ele foi solicitado por alguns passageiros a dar
uma palestra na área social do navio. Quando foi falar, teve
alguma dificuldade no início. Mas ao se recordar de seu
Guru, rapidamente desenrolou o nó da língua e deu
uma comovente palestra, que foi ovacionada pelos passageiros. "
1- Swami Satyananda era
um grande amigo de infância de Yogananda e
um discípulo avançado de Sri
Yuktéswar. Durante toda sua existência apoiou os
trabalhos da Yogoda Satsanga na India. Ele faleceu em 1971.
                      
Fundando
a Self-Realization Fellowship
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