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Yogananda meditando eu
seu asrham da SRF em Encinitas
Self-Realization
Fellowship: um filho espiritual
"Deus ocupava o primeiro, o segundo e
todos os lugares no coração do Mestre, e seu
único filho era a obra da SRF. Trabalhava com total
concentração, força de vontade e
máximo zelo, não para si mesmo, mas para seu
filho espiritual, a SRF. Ele assumiu a missão que seus
Mestres lhe haviam confiado, e trabalhou nela com toda a intensidade de
seu corpo, mente e coração, enquanto sua alma se
rejubilava no contato divino, providenciando para as
gerações futuras uma
organização cujos ensinamentos destinam-se
à salvação de sua própria
família da SRF e do mundo."
E
em algumas das centenas de cartas que ele escreveu
à Rajarsi, reproduzidas por Durga Mata:
17 de outubro de 1934 – Detesto
pensar o que aconteceria a esse trabalho se nós dois
fôssemos levados repentinamente para o seio do Pai. Esse
é o pensamento de responsabilidade que o Pai Celestial me
transmite constantemente. Eu e você devemos estabelecer
permanentemente este trabalho, para que, quando formos chamados ao
Céu, possamos dizer a eles: nós garantimos a
continuidade do trabalho contra a força destruidora de
Satã (*maya, ilusão) durante nossa
ausência na terra. Até esse dia chegar,
não estaremos livres.
12 de maio de 1941 – Estou
com você e com a SRF, e darei meu sangue para a felicidade de
todos.
22 de abril de 1944 – Eu
não rezo para mim mesmo, pois seria duvidar da
Mãe Divina. Meu único desejo pela
preservação do corpo é para poder ter
a alegria de meditar com você, servir a SRF e estar com
alguns devotos. (topo)
Pioneirismo das
lições e oficializando sua sucessora espiritual

"Em 1935 as instruções das
aulas que tinha dado em suas turnês de palestras
foram ampliadas e compiladas em uma série de
lições mimeografadas, enviadas semanalmente desde
Los Angeles para os membros da SRF em todo o mundo.
Na Índia, estes mesmos ensinamentos são
disseminados pela Yogoda Satsanga Society (YSS), cuja Sede
Central fica em Dakshineswar. Ambas as Sedes, americana e indiana,
possuem instalações gráficas nas quais
são impressas as literaturas da SRF-YSS, tais como
as revistas Self-Realization Magazine, Yogoda Magazine e outras
publicações."
Em 1935, Paramahansaji também
incorporou sua obra como uma instituição
educacional, sem fins lucrativos.
Para a Self-Realization Fellowship, ele transferiu
todos os seus bens. Desde 1935, ela tem
sido capaz de prosseguir com suas atividades em
âmbito mundial graças ao dinheiro recebido da
venda de seus livros, de suas viagens de palestras e aulas, e
de doações do público. Paramahansaji
nunca recebeu salário da organização¹ –
apenas uma pequena quantia mensal para gastos pessoais. Como
autêntico monge, ele dependia apenas de Deus como a
verdadeira Fonte de Suprimento, e não deixou bens
após a morte, dinheiro ou propriedades. Todos os
terrenos e edifícios da SRF
são propriedade exclusiva da
organização." (topo)
                      
Na Autobiografia de um Iogue,
cap. 39, antes de viajar para a India, Yogananda também
relata tais providências práticas em
relação ao futuro da Self:
" Em
março de 1935, registrei a “Self-Realization
Fellowship”(SRF), segundo
as leis do Estado da Califórnia, como
organização não-sectária e
não-lucrativa, destinada a existir perpetuamente. Doei
à SRF tudo o que me pertence na América,
inclusive os direitos autorais de todos os livros escritos por mim. SRF
sustenta-se com a venda de minhas obras e com
doações de seus membros e do público,
à semelhança da maioria das
instituições educacionais e religiosas."
                      
As
últimas preocupações: o
futuro da SRF
Em seus últimos encontros com Yogananda
pouco antes do Mahasamadhi, Durga Mata revela a surpreendente
capacidade que ele possuía de conhecer o futuro e
sua última preocupação: o futuro da
missão da SRF.
Quando o Mestre me pedia para me aproximar de
Rajarsi e pedir verbas ou qualquer outra coisa, queria que eu o fizesse
imediatamente, e voltasse logo com a resposta. Ele
freqüentemente nos dizia que não tinha tempo para
esperar. Rajarsi era o contrário. Ele atrasava e esperava,
pois julgava dispor ainda de muitos anos pela frente para fazer grandes
coisas pela SRF, financeiramente. Toda vez que o Mestre o
abençoava, dizia: “Você
será muito abençoado por fazer tanto pela
SRF”.
Rajasi teve que voltar para Kansas City durante o
mês de janeiro de 1952. Após levá-lo ao
aeroporto, permaneci em Mt. Washington por vários dias. O
Mestre estava lá. Nós tivemos uma longa conversa.
Ele me repetiu suas preocupações com a
organização e a saúde de Rajarsi. Ele
disse: “
"Sim, você sabe que ele sempre demora e atrasa para resolver
as coisas. Ele acha que ainda tem muito tempo para fazer as coisas pela
SRF, mas não tem. ” ² Lágrimas
rolaram em seu rosto sagrado. Ele acrescentou: “Eu
não conseguiria viver na terra sem ele. Deixarei meu corpo
conscientemente.”
Ele secou suas lágrimas e
começou a falar:
" Meus dias, sim,
até mesmo as horas de minha vida estão contadas,
Duj. Não posso mais pedir nada para ele. Duj, escreva para
ele, conte-lhe que ele nasceu apenas para firmar essa missão
com um ou mais milhões de dólares, para que o
trabalho possa continuar após nossa partida desta terra. Por
essa mesma razão, ele não teve seus
próprios filhos, para que este trabalho e todos pudessem ser
seus filhos. Diga-lhe como esta obra ficaria órfã
se eu e ele fôssemos ambos embora. (....)³ (topo)
Roy
Eugenes Davis, um ex-monge da Self, em seu
livro ''Yogananda, como eu o conheci'', também corrobora as
últimas preocupações de Yogananda com
o futuro da organização, e declara, que
seu mestre havia determinado que no futuro, cada pessoa
deveria ser conscientizada acerca do valor de sua
filiação com a SRF, para que, no momento em que
mais precisasse, pudesse ter apoio e encorajamento no seu caminho
espiritual.
"Em uma de suas últimas
reuniões com a Mesa Diretora da Self-Realization Fellowship,
o Mestre disse": ''Até agora
tenho sido muito liberal ao dar iniciação (em
Kriya Yoga). De agora em diante, precisamos enfatizar o valor supremo
da iniciação e a importância do estudo
e da participação continuados.'
"O Mestre tinha provido a Mesa Diretora com
orientações concernentes à
publicação e distribuição
de seus escritos, a fundação de novos templos e o
treinamento de monásticos, ministros e instrutores. Ele
tinha dito para que fizessem propaganda regularmente da Autobiografia
de um Iogue em revistas com grande tiragem e expandissem a
influência da organização no mundo. Era
o dever deles seguir suas instruções da melhor
forma que conseguissem, o que têm feito até hoje."
(topo)
                      
O aposento
privativo de Yogananda na SRF

¹- Tal fato se deve aos votos de
renúncia, pobreza e desapego referidos por Yogananda no cap.
24 da Autobiografia, quando tornou-se swami da Ordem de Shankaracharya.
Ele não se considerava o "dono" da
organização, mas através dela, apenas
um serviçal da humanidade. Segundo Durga escreve em seu
livro: "Ele gostava de ter algum dinheiro no bolso, mas
normalmente era para comprar alguma coisa para os discípulos
ou dar um dólar para os rapazes e outras pessoas ao redor do
eremitério."
²- De fato,
Rajarsi assumiu a presidência da Self em seguida, logo
após a passagem de Yogananda e faleceu tres anos depois, em
1955, mas nesse período se ocupou de garantir
a segurança financeira da
organização para o futuro.
³- Yogananda
havia determinado que após Rajarsi, futuros presidentes
deveriam ser eleitos pelo Conselho Diretor, composto de
discípulos íntimos de Yogananda e nomeados
pessoalmente por ele. Durga foi consultada para assumir a
presidência da Self, mas declinou em favor de Daya Mata,
devido às premonições de Yogananda de
que não viveria muito tempo e alegando que a
organização necessitava de um dirigente com vida
longa. Daya Mata ainda é viva, aos 96 anos (em 2009)
à frente da Self.
                      
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